PERTURBAÇÕES SENSORIAIS E DELÍRIOS SISTEMATIZADOS

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Brain Chemistry

 

Tudo que pode haver de maior vergonha no ser, é acreditar que se conquista a atenção de Deus da mesma forma como aprendemos merecer os outros. Isto é o limiar tênue, entre perturbações e delírios sensoriais sistematizados, e a sobriedade.

A natureza humana, é propicia ao “bem-próprio” quando se vê diante desta celeuma. Daí surge a crise que nos leva à saber que nunca soubemos quem fomos, e muito menos quem seremos; à menos que nos rejeitemos como somos, propondo-nos ser apenas aquilo que É, sem merecer.

É impossível que isso aconteça na mente de quem só enxerga aquilo que vê, pois “O-Favor”, é para aqueles que entenderam pelo pecado, que foram declarados Justos por quem pagou, sem pecado, e ainda assim, viveu.

Quando se emprenha dessa verdade, se dispensa todo médico da mente e do comportamento, pois ela liberta, ao fazer o ser se reconhecer.

Enquanto não fartarmos de nós, seremos alienados da realidade; pois que, está fora de nós, desejando estar em nós mas sem poder, pois ainda acreditamos que podemos ser por nós mesmos, bons.

“Somente na Cruz minha autopercepção não neurotiza, pois na mesma medida em que eu me conheço, em igual medida conheço também o amor de Deus”

É preciso cair em si, reconhecendo a imensidão da própria desgraça em ser, para que o conhecimento do pecado, lhe remeta ao Favor, através do reconhecimento de total incapacidade para paga-lo, fazendo assim, com que o único recurso, seja um favor que jamais merecerei; mas, sempre terei, pois sei que Ele fez aquilo que eu não podia, para que eu fosse, pelo que Ele fez.

Eu sei que enquanto O Amor não for Lei individual, teremos que nos contentar com máscaras comportamentais. Enquanto não consolidarmos nossa fé em Amor, jamais comeremos seus frutos ou herdaremos seus Tesouros.

E isso é apenas possível, quando deixamos de nos estribar em nossas obras que julgamos pelos nossos critérios, serem boas.

(Samuel Lemos)

EU LÍRICO

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Cresci vendo uma pessoa que amo, empregar força física e intimidações moral, contra aquela que era a pessoa mais importante da minha vida… (minha mãe).

Vi também em minha fase de formação do caráter, muitas pessoas que eram minhas referencias, praticando furtos, usando drogas e mentindo uns aos outros constantemente.

Na minha mente infantil de apenas 8 anos, esse era o requisito que eu teria de ter para fazer parte e ser aceito. No entanto, não poderia prever as consequências que a atitude em desejar ser igual, fazendo aquilo que faziam me traria no decorrer de minha existência. Portanto, segui os passos de quem me ensinava a andar no chão da vida, da forma como andavam.

Enfrentei muita discriminação na escola pelo fato de ser muito gago; na época isso não era considerado um crime, mas, sim, uma “brincadeira-de-mal-gosto”. Mas, as “brincadeiras-de-mal-gosto” não ficavam apenas na escola; elas aconteciam também na igreja, na sociedade e dentro da família principalmente.

Isso me deixava cada vez mais amargurado, rejeitado, revoltado… e outras coisas mais… inconscientemente, eu me tornava um ser patético, idiotizado por uma educação totalmente desprovida de responsabilidade fraternal.

Fui estuprado Cem vezes ou mais, por alguns dos meus irmãos e por dezenas de amigos deles e vizinhos nossos que faziam o ato, com o consentimento dos mesmos irmãos que teriam a obrigação de me proteger.

Meu apelido era “PENEIRA”. Apelido posto em mim por meus irmãos, pelo fato de todos os amigos deles já terem tido a oportunidade de comer meu Cu. (então eu teria tantos furos feitos pelos Pênis deles, quanto uma Peneira os tem.

Na vida adulta, as coisas apenas pioraram. Aquilo que era oculto, se viu na responsabilidade de vir à tona para que eu pudesse obter cura das mágoas e desprazeres da vivência.

Sem oportunidade pra ser ouvido, minha fuga passou a ser os artifícios psicotrópicos, que iludem e faz fugir da realidade que só muda, quando atingimos a capacidade de lidar com ela de forma inteligente.

Portanto, perdi tudo o que tinha sem nunca merecer. Perdi, por acreditar que merecia. Porém… Não!

Até que veio-me “A-Luz”! Luz que me mostrou a vida que não escolhi, mas me foi oferecida gratuitamente; impostando apenas o perdão como obrigação para ser livre das vivências e prisioneiro da Vida em Verdade.

Hoje sei que não dar valor à coisas corriqueiras na existência, é estar pronto para aquilo que é vida de verdade. Depois de me tornar mendigo, viciado, ladrão, mentiroso, descobri quem realmente sou, independente daquilo que havia me tornado, dividindo as razões, responsabilidades, e culpas, sem me martirizar por aquilo que não fui eu quem criei em mim.

Por isso escrevo hoje sobre tudo que vivi, ramificando em vários seguimentos, para que ninguém seja visto diferente do que realmente é.

Samuel Lemos.

E AGORA JOSÉ…!???

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Quinta Feira… a cinza ainda está nas testas dos penitentes que tentam excusar-se dos feitos carnavalescos exagerados, que de acordo com o conceito de cada um, seria ou não, pecado.
A festa que os trouxe pra fora da solidão cotidiana, não existe mais! -Até o próximo Fevereiro-.
 
O estado de satisfação, contentamento e prazer, tinha um prazo de apenas Quatro dias em sua validade. A consciência plena de satisfações pitorescas e fictícias, já não dá mais “tesão”, -a festa acabou- e trouxe à “Luz” aquilo que era latente, revelando a verdade de um ser carente, que vive em constante estado de ansiedade, inquietude, sofrimento, tormento e abandono. José está só.
 
Agora temos um Ser sem ambiente, pois o único ambiente em que ele consegue acreditar que existe, acontece apenas por Quatro dias, Uma vez por Ano. […] Agora, o que lhe cabe é voltar a ser sem destino, pois do Trio Elétrico, não da mais pra “ir-atras”. Só lhe cabe, repetir o ano passado enquanto aguarda seu próximo momento de “aceitação” no ano que vem.
 
A Festa acabou… é hora de voltar a amar, enquanto odeia nos outros tudo que o torna assim; anônimo, irônico, zombador, desconhecido e sem nome nem destino; um Ser alienado que se recolhe amargando solidão; carente de tudo e de todos, sem razões e nem motivos; fazendo do vício sua fuga, pois não lhe resta esperança de novas oportunidades, e as ilusões, e mentiras que a festa lhe contou, já não o preenchem mais e o único sentimento é um vazio “Do Tudo”.
 
Agora, tudo é rotina e monotonia. Não pôde realizar-se como pessoa humana, pois está só; ele se expressou através de seus “-pulos-carnavalescos-pulsantes-” mas, quando percebe… tudo acabou, fugiu e mofou; e agora José!? Estás marcado por sentimentos opostos, conflitos que não conduzem à solução; és uma pessoa apegada às coisas materiais, e sem o menor conhecimento para possuí-las… és um homem cheio de incoerências, e que apresenta grande fragilidade e vulnerabilidade, representadas por seu estilo de vida “idiotizado” que faz tudo parecer inútil e desprovido de significado.
 
“Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta;”
 
O desejo da morte, por vezes lhe vem à cabeça, mas não lhe é permitido morrer. Encurralado, ele quer voltar pra família apática que o fez assim; mas, não ha mais família, pois ela mudou, e ele também. Agora só lhe resta gritar, gemer, cansar, dormir, morrer… mas não morre!!! Portanto, José assume uma extrema passividade; acuado, sozinho, em trevas, abandonado.
 
Só lhe resta caminhar… mas, para onde?! Se ele está condenado pela sociedade à solidão e ao anonimato?! Não teve nenhuma oportunidade de se realizar como homem pois teve seus gritos, protestos e amores não correspondidos, sufocados e ignorados pela indiferença; por isso, continua a vida se arrastando, sem saber onde vai chegar, até que venha o próximo carnaval.
 
(Samuel Lemos)

É POSSÍVEL TER PAZ

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Todo empenho do ser humano na vida é afim de ter paz no final. É isso que todos buscam, cada um do seu jeito. O fato que é que, a grande maioria não sabe nem onde e nem por onde procurar. E em tempos de violência estabelecida como esse que vivemos, a sociedade sôfrega não pode conceber a paz, ainda que a busque loucamente.

Quando um jovem se prepara para a universidade buscando um futuro melhor, ele está buscando por paz. Ele quer garantir que em sua velhice haverá descanso depois de tantos sacrifícios; ele é merecedor de gozar paz no tempo que lhe resta antes do descanso eterno. O outro que se torna um ébrio, o torna pela mesma busca do jovem universitário. O poeta já dizia: “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.

Afinal, o que vem a ser paz? A definição é sempre a mesma; um estado de calmaria, de harmonia, de concórdia e de tranquilidade, sossego e descanso, falta de problemas, acompanhada de uma relação tranquila com as pessoas. Se é assim, acho que muito pouca gente, ou quase ninguém pode encontra-la, pois no meio dessa bagunça que fizemos no mundo e na cabeça do ser-humano não pode haver esperança; apenas uma expectação de juízo vindo da parte de algo mais poderoso, de acordo com a crença de cada um.

Assim nasce as doenças psicossomáticas, a depressão… e a paz parece cada vez mais longe, quando na verdade ela está bem perto, mas sem deixar de ser um estado difícil de estar, e que para tal, é necessário um investimento muito alto. Não em faculdades ou garrafas de tequila, mas, em si mesmo, pois é aí dentro que está a semente que germina a paz. Ela só precisa ser cuidada, como também o chão onde ela está plantada.

Quando entendemos que os artifícios dessa vida, por mais necessário que alguns deles realmente seja, eles apenas nos trazem momentos, e momentos passam ligeiro, pois vivemos uma vida que não se pode prever, por isso o inconsciente vive em estado constante de medo, e o medo já está arraigado ali a tanto tempo que a pessoa nem mesmo percebe que vive assim.

Mas, quando observamos a exteriorização desse medo inconsciente que acomete à todos, nos comportamentos bizarros da sociedade, a negativa cai por terra, e somos obrigados a assumir que precisamos fazer uma limpeza em nós, arrancando os espinhos de amargura que brotaram em nosso ser durante o curso da vida. São esses os espinhos que abafam a semente da paz que ha em nós, e nos impede de viver em estado de paz verdadeira, mesmo estando em meio à tanta guerra diária.

Eu já estive assim, e ainda estou no processo e já sei que ele só termina quando a minha existência nessa dimensão findar. Mas o mais interessante quando se busca a paz no lugar e do jeito certo, é que a própria busca pela paz, em si, traz paz e não tormento; pois essa busca nada mais é do que eu trabalhando em mim pra ter paz comigo, sou eu, aprendendo a me amar para ser uma pessoa melhor pra mim. E quando se tira os espinhos, começa-se a saber que só se é melhor sendo melhor para com o semelhante.

Essa coisa de semente e de espinho pode parecer muito superficial, por isso é bom defini-los dando nomes à eles. O coração humano é chão onde ninguém pisa, mas todos plantam. Tudo de bom ou ruim que uma pessoa vive em sua trajetória, são sementes que certamente iram brotar e influenciar muito o estilo de vida que a pessoa vai adotar; e é principalmente nos relacionamentos que o que nasce se manifesta para o bem ou para ou não.

Enfim, cada um deve descobrir em si aquilo que é necessário para viver em constante estado de paz, ainda que a vida continue nos causando dores, desilusões e desencontros. É possível ter paz mesmo vivendo sob o fogo cruzado. Eu particularmente tenho minha forma de lidar comigo mesmo e educar minhas emoções, e vou te dizer agora. Pois já aprendi a contentar-me com o que tenho de momento. Sei o que é passar necessidades e sei também o que é ter em abundância. Aprendi já a viver em todas as circunstâncias: tanto na fartura como na fome; tanto no conforto como nas privações. Posso suportar todas essas coisas. Dito isto, o que faço é mostrar bondade em tudo que faço. Não alimento preocupações seja pelo que for; concentro os meus pensamentos em tudo que é verdadeiro, em tudo o que é honesto, em tudo o que é justo, em tudo o que é puro, em tudo o que é amável e admirável; em tudo aquilo em que há virtude e em que há verdadeiro valor.
Por isso, a paz que ultrapassa tudo o que a mente humana pode naturalmente compreender, conserva a minha alma e os meus sentimentos.

ASNOS SÁBIOS / SÁBIOS LOUCOS

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Verdade. O que é de verdade a Verdade? Pessoalmente acredito existir uma Verdade absoluta capaz de explicar todas outras abstratas. Nesse texto, não vou falar da Verdade absoluta que acredito, mas, sim das verdades de cada um.

A verdade de cada um, acontece quando o indivíduo adota -consciente ou não- um estilo de vida recíproco ao que lhe foi oferecido no decorrer de sua existência. Ha um litígio infindo nos diversos seguimentos da sociedade, que contraditam-se constantemente nos argumentos que tentam concluir o quê faz O Ser ser, aquilo que É; Será um sêmen ruim? Será ele um subproduto do Meio? Será que alguns nascem bons e outros não? Isso é genético?

O que faz um humano se comportar fora dos padrões sociais éticos? Não sou psicologo e nem psicanalista e não sou especialista em nada, se não, na vida que vivi sob a realidade que adotei ´por imposição das circunstâncias oferecidas pela vida. Posso falar apenas de mim, pois conheço apenas minha estrutura, e por ser diferente, sei que minha experiência não pode ser tomada como regra, pois muitos outros viveram o que eu vivi e tomaram um rumo na vida diferente do meu. Mas é disso que estou falando! A individualidade do “Ser-Uno” que é determinante em relação ao seu destino. Ha pessoas que viveram coisas piores do que as que vivi, e mesmo assim obtiveram a “boa-ventura” na vida, por consequência das boas escolhas que foram capazes de fazer, apesar da vida que tiveram.

Mas, como somos individuais, obviamente, não temos nunca a mesma estrutura psicoemocional para gerir tanta pulsão. Nesse caso, -que foi o meu- o individuo precisa ser ajudado por quem tem uma capacidade maior de lidar com as mesmas pulsões, pois já viveu as mesmas situações do outro mas conseguiu tomar direções que o levariam à destinos diferentes.

É aí que muitos bons gerenciadores de emoções adversas caem em seu próprio recalque; Fiz o que é certo, “apesar-de”. A pulsão em pensar que o outro deveria ter tomado as mesmas decisões que ele, devido ter vivido as mesmas experiências, mostram que o certinho pode ser uma pessoa mais louca que o doido que se espelhou nela, mas não conseguiu agir como ela, por um motivo que só ele vive e sabe.

É nesse ponto que surge a loucura do sábio e a sabedoria do louco. O louco que foi sábio em decidir sua vida diferente das desgraças que viveu, mas… Asno, no momento em que marginaliza aquele que não teve estrutura mental para decidir da mesma forma. Essa atitude de não dar suporte devidamente para que outro mude, o  faz pior daquele que é carente de mudança.

O ser humano nasce “do-bem” e nasce indivíduo. Se os diferentes deixarem de ser indiferentes, muitos poderão se restaurar e fazer desse mundo uma Família melhor.

Quando os fortes negam-se em ser a base do fraco, não há e nunca haverá família ou sociedade que sustente a ordem e a ética da existência.

Samuel Lemos